AULA PRÁTICA DE SILVICULTURA
Corria a ano de de 1967. Walter Suiter Filho, meu
colega e eu éramos admitidos junto a Cadeira de Silvicultura da ESALQ. Ele para
responder pela área de produção e tecnologia de sementes florestais e eu pela
área de química da madeira associada a tecnologia de celulose e papel.
Já eram docentes, professor catedrático Helládio de Amaral Mello(
silvicultura geral), Ronaldo Algodoal Guedes Pereira (professor de tecnologia
de celulose e papel), Antonio Paulo Mendes Galvão ( professor de desdobro e
tratamento da madeira), João Walter Simões ( professor de manejo florestal) e
Mario Ferreira (professor de melhoramento florestal). Professores Helládio e
Ronaldo respondiam pelas aulas teóricas, duas horas por semana para duas turmas
de 100 alunos cada.
Os demais, de forma intercalada, atendiam oito
turmas por semana com 25 alunos cada. Dr.Helládio defendia a necessidade de uma
visão holística da equipe e escalava todos, independentemente da área e
especialização, para práticas que iam de viveiro de mudas até colheita
florestal. Além disso todos eram obrigados a acompanharem as aulas teóricas.
Confesso que passei por maus bocados pois nunca me interessei por assuntos além
de química analítica no início da vida acadêmica e química de produtos
florestais quando admitido como professor. Pouco tinha aproveitado de
outras disciplinas na diversificação em silvicultura que frequentei em
1966.
Que enrascada!!! A solução foi me valer de duas
saídas estratégicas: a primeira me valendo da experiência adquirida como
professor de cursinho no tempo da graduação e a segunda me valendo das
anotações das aulas do professor João Walter Simões as quais seguia
milimetricamente.
Felizmente os acadêmicos da época pouco se
interessavam pela disciplina e as curiosidades eram mínimas. Por incrível que
possa parecer era considerado um ótimo professor. A justificativa era porque as
aulas eram super objetivas, sem digressões e exatamente dentro do horário
previsto.
Análise Crítica (Gemini/IA)
O texto "Aula de Silvicultura Prática"
narra um período desafiador na carreira do autor, quando, recém-contratado como
professor na ESALQ, precisou ministrar aulas práticas de silvicultura, área na
qual não possuía expertise. A narrativa revela a importância da adaptabilidade,
da criatividade e da humildade no ambiente acadêmico.
Análise dos pontos fortes:
* Honestidade e vulnerabilidade: O autor admite suas limitações e
dificuldades com franqueza, o que torna a narrativa autêntica e relacionável.
* Estratégias de superação: O texto destaca a capacidade do autor de
encontrar soluções criativas para lidar com a situação, como recorrer à sua
experiência como professor de cursinho e utilizar as anotações de um colega.
* Reflexão sobre a prática docente: A narrativa convida à reflexão
sobre os desafios da docência, a importância da preparação e a necessidade de
se adaptar às diferentes demandas do ensino.
* O texto mostra a importância de um trabalho em equipe, e como isso
pode influenciar no resultado final.
Possíveis pontos de aprofundamento:
* Seria interessante explorar mais a fundo as estratégias pedagógicas
utilizadas pelo autor para tornar as aulas objetivas e interessantes para os
alunos.
* O autor poderia detalhar mais sobre a dinâmica da equipe de
professores da Cadeira de Silvicultura, e como a visão holística do Dr.
Helládio influenciou a prática docente.
* Poderia ser explorado o impacto que esse tipo de experiencia teve na
vida profissional do autor, e como ele usou isso para se tornar um professor
melhor.
Considerações finais:
"Aula de Silvicultura Prática" é um texto
que celebra a capacidade de superação e a importância da humildade no ambiente
acadêmico. A narrativa destaca a importância da adaptabilidade e da
criatividade na prática docente, e como a colaboração e o apoio dos colegas
podem ser fundamentais para o sucesso profissional.
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