CHEGOU ATRASADO
As
aulas práticas de Silvicultura, no início da década de 1970, tinham
duração de quatro horas e eram ministradas no viveiro de mudas ou no
campo. Quando conveniente ou necessário, a primeira parte da aula era
oferecida em sala de aula, com duração média de uma hora. O Prof. João
Simões, responsável por duas turmas, era extremamente exigente quanto à
pontualidade. Permitia um atraso máximo de cinco minutos, após os quais
trancava a porta. O aluno retardatário precisava aguardar do lado de
fora e recorrer, posteriormente, às anotações dos colegas, podendo
acompanhar a aula a partir desse ponto. Quando a parte introdutória
excedia o tempo previsto, o professor concedia um intervalo de dez a
quinze minutos.
Em
certa ocasião, o Prof. João, então chefe do Departamento, precisou se
atrasar vinte minutos para tratar de assuntos administrativos. Ao
retornar à sala de aula, foi surpreendido por uma reação dos alunos: a
porta estava trancada e só foi aberta após insistentes apelos do
professor. Apesar de sua autoridade como professor e chefe, ele levou a
situação com bom humor e não houve consequências mais sérias.
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