PEDIDO DE CASAMENTO

 Como professor de Química da Madeira, no início de dado semestre uma aluna se destacava nas aulas. Muito aplicada e inteligente sentava-se sempre na primeira fileira das carteiras.
Era a mais interessada em fazer perguntas, questionar diversos tópicos e, com frequência pedir maiores detalhes de dado assunto.

Com o passar do tempo os colegas, principalmente os menos interessados na matéria, passaram a fazer manifestações de desagrado. Como a situação estava saindo do controle, em dado momento resolvi intervir e sem repreedê-la solicitei moderação nas suas intervenções. A aluna entre surpresa e talvez ofendida trancou-se num mutismo e expressão  de ter ficado extremamente irritada.

Percebi a inadequação da advertência.
Como era um professor brincalhão já conhecido, resolvi de imediato resolver o impasse.

Ajoelhei-me diante da aluna e, candidamente, pedi desculpas dizendo que a amava e que a pediria em casamento se já não fosse casado. A classe caiu na gargalhada inclusive aluna. Sem dizer uma palavra respondeu afirmativamente com a cabeça e as aulas voltaram à normalidade com a aluna moderando suas intervenções.

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