Era a mais interessada em fazer perguntas, questionar diversos tópicos e, com frequência pedir maiores detalhes de dado assunto.
Com
o passar do tempo os colegas, principalmente os menos interessados na
matéria, passaram a fazer manifestações de desagrado. Como a situação
estava saindo do controle, em dado momento resolvi intervir e sem
repreedê-la solicitei moderação nas suas intervenções. A aluna entre
surpresa e talvez ofendida trancou-se num mutismo e expressão de ter ficado extremamente irritada.
Percebi a inadequação da advertência.
Como era um professor brincalhão já conhecido, resolvi de imediato resolver o impasse.
Ajoelhei-me
diante da aluna e, candidamente, pedi desculpas dizendo que a amava e
que a pediria em casamento se já não fosse casado. A classe caiu na
gargalhada inclusive aluna. Sem dizer uma palavra respondeu
afirmativamente com a cabeça e as aulas voltaram à normalidade com a
aluna moderando suas intervenções.